sexta-feira, 13 de maio de 2011

Versa singela














"Meu verso é como a simente
         Que nasce inriba do chão,
Não tenho estudo nem arte,
               A minha rima faz parte
das obra da criação."

Cante lá que eu canto cá - Patativa do Assaré

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sobre O Pequeno Príncipe

- Bom dia - disse o pequeno príncipe.

- Bom dia - disse o vendedor.
Era um vendedor de pílulas especiais que saciavam a sede.

Toma-se uma por semana e não é mais preciso beber.
- Por que vendes isso? - perguntou o principezinho.
- É uma grande economia de tempo - disse o vendedor. - Os peritos calcularam. A gente ganha cinquenta e três minutos por semana.
- E o que se faz com esses cinquenta e três minutos?
- O que a gente quiser...
"Eu", pensou o pequeno príncipe, "se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria calmamente em direção a uma fonte..."

À vontade para reflexão, seja sobre lá o que for!

terça-feira, 19 de abril de 2011

POEMA - Obra-prima? Eu?





por Wolô

Quando olhar pra si mesmo
E não vir nada mais
Do que um pássaro a esmo
Contra mil vendavais

Debatendo-se em penas
Tanta pena de si
Perguntando-se apenas:
- Por que foi que eu nasci?

Quando a própria certeza
Não passar de um talvez
Cada enzima, cada osso,
Só um fosso
De porquês...
E a mais pura beleza
For igual aos balões
Cada pelo, cada nervo
Um acervo
De ilusões

Saiba, nem um cabelo
Cairá se não for
Sob o vivo desvelo
De um Deus Criador

Seu mais lindo poema
Se reflete em você
- Filho, venha, não tema;
Eu Sou o seu porquê

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dedo de prosa

É, minha gente!Sei que demorei a postar outro texto, mas ultimamente tô com aquela velha preguiça baiana...rsrsrs

Brincadeiras à parte (baiano é povo de labuta), tenho umas considerações sobre acontecimentos pós Piracicaba...Primeiramente, quero com sinceridade agradecer a Deus por ter a oportunidade de conhecer tanta gente boa. A experiência de conviver um mês com essa galera me fez crescer e trazer comigo um legado transformador acerca de algumas convicções.
Considero que a principal é  "amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito", mas que - por isso mesmo - o peito aperta a falta, paradoxalmente, dos que estão lá dentro. Segundo, a música e a poesia cristãs ainda falam de um Deus gracioso, que me aceita e me justifica,independentemente de meus esforços.
O Deus que eu descobri pós-projeto não depende de mim para cumprir seus desígnios, pois suas decisões são as melhores pra mim e, como diz o poeta Stênio Marcius, "o Tapeceiro não se engana, sabe o fim desde o começo; traça voltas, mil desvios sem perder o fio". Então, quando reflito sobre Sua graça, fico em êxtase, sorrindo à toa, como criança que descobre o primeiro amor de sua vida. Descobri que o "Seu fardo é leve", como cantam sabiamente as escrituras e que a minha confiança também emana de suas fontes inesgotáveis de amor e compaixão. Por fim, descobri-me pecadora, a principal, mas alcançada pela Graça de Deus!
Reitero o fato de haver músicos cristãos responsáveis, que cantam a Graça com singeleza de coração. E por isso, quero expor um texto de C.S.Lewis - postado no blog de Silvestre Kuhlmann - sobre o amor, que me convida a me despir de todo egoísmo...

Coração sem medo
“Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa ou pessoa e seu coração provavelmente será partido. Se você deseja mantê-lo intacto, não dê o seu coração a ninguém. Evite qualquer envolvimento, mantenha-o trancado com segurança no caixão do seu egoísmo. Nesse esquife – seguro, escuro, imóvel e sem ar – ele passará a ser inquebrável, impenetrável, irrecuperável… O único lugar onde você pode estar perfeitamente seguro dos perigos do amor é no inferno.” C.S.Lewis -
Melhor seguir o conselho de João:
"O perfeito amor lança fora o medo"-I Jo 4:18

Sobre o nome do blog



Hoje parece ser a noite das postagens...nem sempre tenho paciência pra escrever, mas quero declarar o porquê deste blog se chamar Andanças em Prosa.
Primeiro, a autora do blog tem uma alma bem aventureira, gosta de viagens, sonha dar a volta ao mundo de mochilão, sem muito dinheiro na sacola; só pra conhecer esse povo todo da américa do Sul, comer alimentos com gostos excêntricos, olhar do alto de uma montanha o sol "se deitando no colo do Oeste" e lembrar que foi "Deus quem o criou de maneira maravilhosa"; antes de dormir em alguma casa de gente humilde e honesta estar na presença do "Deus que inspira canções de louvor no meio da noite".
Segundo, aquela que vos fala gosta de um dedo de prosa, dois, três ou mais...coisa de nordestino, coisa de velho, que tem história pra contar (não que eu tenha muitas), mas minha avó deixou-me o conhecimento tácito, o qual se aprende através das gerações; e falar foi seu maior legado. Aliás, falar de minha avó é muito importante, pois ela é mulher honesta, simples de coração; daquelas que reparte o pão com quem não tem, mesmo que pra isso ela fique sem a fatia merecida. Era ela quem me contava as estórias e histórias, quando eu ainda era uma menina...Isso tem tudo a ver com o título escolhido, pois foi a matriarca de minha família quem primeiro me ensinou a sonhar e realizar andanças mil, sempre com a prosa na frente unindo toda a gente.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A saga


Começarei falando um pouco sobre minha vida, minha saga nordestina (rsrsrs), com cara de novela mexicana, sem chão rachado nem seca prolongada, mas se fizermos uma analogia até que poderemos encontrar - na essência uma seca interior - onde havia morte e dor; mas o sertão virou mar e vocês entenderão o porquê.

Uma bela quinta-feira do dia 16 de março de 1989 eu nasci. Eram 19:00h...não contarei mais porque não lembro, não porque não seja interessante. Mas conto-lhes o que me dizem. Mainha era uma pessoa maravilhosa, dizem os que me encontram na rua. Quando eu tinha um ano e alguns meses, Painho do Céu a levou, por isso cresci me sentindo injustiçada por Ele. Nunca havia me permitido ter um relacionamento com Painho, na verdade nem sabia que iso fosse possível. Lia a Bíblia em casa, e então comecei a  perceber que as coisas não estavam tão bem dentro de meu coração, eu sentia uma solidão e vazio que ansiavam por um Deus que os preenchesse. Aos 16 anos, conheci uma pessoa que me levou à uma reunião em sua casa, e nessa mesma reunião - em abril de 2006 - decidi que era a hora de dividir aquilo com alguém, foi então que entreguei a minha vida a Jesus e o recebi como meu Salvador. 
Aos poucos fui percebendo que a solidão e o vazio existencial foram preenchidos por esse Deus-amigo (Painho) e sua palavra foi como pão pra minha alma. Posso dizer que todas as noites amargas e frias serviram de alguma forma pra chegar até o mel e o agasalho. Li um livro que diz " ...é preciso enfrentar duas ou três lagartas se quisermos ver as borboletas." Isso é tão fantástico!
Então, tenho experimentado de uma água que não se acaba, que - apesar de saciar a minha sede - aumenta minha vontade por bebê-la. Minha vida tem sido prosa e poesia, ora com rimas ora sem elas, mas sempre bem escrita pelo Grande Poeta.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Início

Então...comecei a escrever sem saber bem o que sairia, mas estarei aqui, falando sobre coisas, pessoas, lugares, principalmente histórias e viagens, e tudo mais o que der na telha. Sintam-se à vontade (se tiver alguém por aqui) pra dizer o que acham, o que não acham, o que gostariam de achar, enfim, puxem a cadeira e vamo prosear!