Começarei falando um pouco sobre minha vida, minha saga nordestina (rsrsrs), com cara de novela mexicana, sem chão rachado nem seca prolongada, mas se fizermos uma analogia até que poderemos encontrar - na essência uma seca interior - onde havia morte e dor; mas o sertão virou mar e vocês entenderão o porquê.
Uma bela quinta-feira do dia 16 de março de 1989 eu nasci. Eram 19:00h...não contarei mais porque não lembro, não porque não seja interessante. Mas conto-lhes o que me dizem. Mainha era uma pessoa maravilhosa, dizem os que me encontram na rua. Quando eu tinha um ano e alguns meses, Painho do Céu a levou, por isso cresci me sentindo injustiçada por Ele. Nunca havia me permitido ter um relacionamento com Painho, na verdade nem sabia que iso fosse possível. Lia a Bíblia em casa, e então comecei a perceber que as coisas não estavam tão bem dentro de meu coração, eu sentia uma solidão e vazio que ansiavam por um Deus que os preenchesse. Aos 16 anos, conheci uma pessoa que me levou à uma reunião em sua casa, e nessa mesma reunião - em abril de 2006 - decidi que era a hora de dividir aquilo com alguém, foi então que entreguei a minha vida a Jesus e o recebi como meu Salvador.
Aos poucos fui percebendo que a solidão e o vazio existencial foram preenchidos por esse Deus-amigo (Painho) e sua palavra foi como pão pra minha alma. Posso dizer que todas as noites amargas e frias serviram de alguma forma pra chegar até o mel e o agasalho. Li um livro que diz " ...é preciso enfrentar duas ou três lagartas se quisermos ver as borboletas." Isso é tão fantástico!
Então, tenho experimentado de uma água que não se acaba, que - apesar de saciar a minha sede - aumenta minha vontade por bebê-la. Minha vida tem sido prosa e poesia, ora com rimas ora sem elas, mas sempre bem escrita pelo Grande Poeta.
