terça-feira, 19 de abril de 2011

POEMA - Obra-prima? Eu?





por Wolô

Quando olhar pra si mesmo
E não vir nada mais
Do que um pássaro a esmo
Contra mil vendavais

Debatendo-se em penas
Tanta pena de si
Perguntando-se apenas:
- Por que foi que eu nasci?

Quando a própria certeza
Não passar de um talvez
Cada enzima, cada osso,
Só um fosso
De porquês...
E a mais pura beleza
For igual aos balões
Cada pelo, cada nervo
Um acervo
De ilusões

Saiba, nem um cabelo
Cairá se não for
Sob o vivo desvelo
De um Deus Criador

Seu mais lindo poema
Se reflete em você
- Filho, venha, não tema;
Eu Sou o seu porquê

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dedo de prosa

É, minha gente!Sei que demorei a postar outro texto, mas ultimamente tô com aquela velha preguiça baiana...rsrsrs

Brincadeiras à parte (baiano é povo de labuta), tenho umas considerações sobre acontecimentos pós Piracicaba...Primeiramente, quero com sinceridade agradecer a Deus por ter a oportunidade de conhecer tanta gente boa. A experiência de conviver um mês com essa galera me fez crescer e trazer comigo um legado transformador acerca de algumas convicções.
Considero que a principal é  "amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito", mas que - por isso mesmo - o peito aperta a falta, paradoxalmente, dos que estão lá dentro. Segundo, a música e a poesia cristãs ainda falam de um Deus gracioso, que me aceita e me justifica,independentemente de meus esforços.
O Deus que eu descobri pós-projeto não depende de mim para cumprir seus desígnios, pois suas decisões são as melhores pra mim e, como diz o poeta Stênio Marcius, "o Tapeceiro não se engana, sabe o fim desde o começo; traça voltas, mil desvios sem perder o fio". Então, quando reflito sobre Sua graça, fico em êxtase, sorrindo à toa, como criança que descobre o primeiro amor de sua vida. Descobri que o "Seu fardo é leve", como cantam sabiamente as escrituras e que a minha confiança também emana de suas fontes inesgotáveis de amor e compaixão. Por fim, descobri-me pecadora, a principal, mas alcançada pela Graça de Deus!
Reitero o fato de haver músicos cristãos responsáveis, que cantam a Graça com singeleza de coração. E por isso, quero expor um texto de C.S.Lewis - postado no blog de Silvestre Kuhlmann - sobre o amor, que me convida a me despir de todo egoísmo...

Coração sem medo
“Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa ou pessoa e seu coração provavelmente será partido. Se você deseja mantê-lo intacto, não dê o seu coração a ninguém. Evite qualquer envolvimento, mantenha-o trancado com segurança no caixão do seu egoísmo. Nesse esquife – seguro, escuro, imóvel e sem ar – ele passará a ser inquebrável, impenetrável, irrecuperável… O único lugar onde você pode estar perfeitamente seguro dos perigos do amor é no inferno.” C.S.Lewis -
Melhor seguir o conselho de João:
"O perfeito amor lança fora o medo"-I Jo 4:18

Sobre o nome do blog



Hoje parece ser a noite das postagens...nem sempre tenho paciência pra escrever, mas quero declarar o porquê deste blog se chamar Andanças em Prosa.
Primeiro, a autora do blog tem uma alma bem aventureira, gosta de viagens, sonha dar a volta ao mundo de mochilão, sem muito dinheiro na sacola; só pra conhecer esse povo todo da américa do Sul, comer alimentos com gostos excêntricos, olhar do alto de uma montanha o sol "se deitando no colo do Oeste" e lembrar que foi "Deus quem o criou de maneira maravilhosa"; antes de dormir em alguma casa de gente humilde e honesta estar na presença do "Deus que inspira canções de louvor no meio da noite".
Segundo, aquela que vos fala gosta de um dedo de prosa, dois, três ou mais...coisa de nordestino, coisa de velho, que tem história pra contar (não que eu tenha muitas), mas minha avó deixou-me o conhecimento tácito, o qual se aprende através das gerações; e falar foi seu maior legado. Aliás, falar de minha avó é muito importante, pois ela é mulher honesta, simples de coração; daquelas que reparte o pão com quem não tem, mesmo que pra isso ela fique sem a fatia merecida. Era ela quem me contava as estórias e histórias, quando eu ainda era uma menina...Isso tem tudo a ver com o título escolhido, pois foi a matriarca de minha família quem primeiro me ensinou a sonhar e realizar andanças mil, sempre com a prosa na frente unindo toda a gente.